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"A rua ainda é um dos melhores lugares para se aprender propaganda"

Autor: Ruy Lindenberg - VP de criação da Leo Burnett

Quando: 28/08/2006

O grande desafio que temos hoje é o de transmitir, por meio de modernos veículos de mídia, mensagens que toquem os sentimentos e que movem as pessoas. Entender isso, por mais desafiador e difícil que seja, significa compreendermos a essência da nossa profissão



Escrito por Ana Paula Mathias às 11h03
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"Sou português desde que nasci. Sou português desde 1500! Sou português, mas só hoje!"

Autor: José Simão

Quando: 05/07/2006



Escrito por Ana Paula Mathias às 11h06
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"Quem mexeu no meu texto?"

Autor: Gabriel Perissé

Buscar na Web "Gabriel Perissé"

Quando: 28/03/2006

No dia 28 de março comemoramos o Dia do Revisor.

Tal como o goleiro no futebol, o revisor, na editora, na agência ou no escritório, é aquele que evita o pior (o gol adversário, o erro de digitação, a escorregada gramatical, a incoerência que ninguém percebeu etc.). No entanto, é também o revisor quem mais sofre com as derrotas de um texto. Ele é o último homem (ou a última mulher) a ler o livro ou a peça antes da fase de impressão gráfica, quando não há retorno... Monteiro Lobato dizia que a tarefa do revisor era das mais ingratas. Que o erro ou a falha se escondiam durante o processo de confecção do livro para, depois de tudo pronto, aparecer na primeira página aberta, como um saci danado, pulando, debochando do revisor.

O revisor é um caçador de distrações. Uma de suas maiores alegrias (em que há uma pitada de vaidade) é encontrar deslizes do autor, perceber as gralhas que ninguém viu antes, corrigir detalhes que iam passar despercebidos.

O revisor revisa com amor. O revisor sai de manhã, caneta em punho, em busca de verbos mal conjugados e vírgulas fugitivas.

O revisor revisa com dor. O revisor chega em casa, à noite, com o coração cheio de parágrafos amputados e tópicos frasais remendados.

O revisor revisa com ardor. O revisor enfrenta moinhos de vento que de fato moem o vento de palavras que o vento não leva. Madrugadas insones, manhãs e tardes quentes, noites chuvosas, o revisor vai pulando as linhas e entrelinhas do texto em busca das ciladas armadas sabe Deus por quem. O revisor entrega o seu trabalho bem suado e abençoado. Recebe as moedas de prata que são, na verdade, moedas de ouro. Recolhe seus instrumentos de caça, enxuga o rosto, sorri. Sabendo que o autor poderá reclamar de suas intervenções, que poderá referir-se ao revisor, gritando: quem mexeu no meu texto?!

O mérito da frase perfeita é do autor. O crime do erro cometido será do revisor. O revisor, porém, não se considera um injustiçado. O revisor vitimista abandonou a profissão no primeiro dia. O verdadeiro revisor, como o goleiro no futebol, sabe que nasceu para ficar ali, na pior posição de todas, para agarrar centenas de bolas difíceis e, talvez, deixar passar a mais fácil de todas.

Oços do ofíssio.



Escrito por Ana Paula Mathias às 17h50
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