Escrito por Ana Paula Mathias às 14h42
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Até que enfim eu consegui. Neste final de semana eu quebrei uma das maiores barreiras pela qual eu já passei no cinema. Respirei fundo e fui alugar, pela quinta vez se eu não me engano, o filme “Camisa de Força”. Aquela cena em que o grupo de enfermeiros trancam o ator dentro daqueles túmulos de gaveta era demais para a minha saúde. E todas as vezes que chegava nessa parte eu fechava os olhos ou ia para o meu quarto ou desligava mesmo.
Igualmente à história da roda gigante em que a criança fica tranqüila lá no alto enquanto tem a certeza de que seus pais estão por perto para tomar conta, pedi que meus pais sentassem ao meu lado (ou você acha que não houve uma preparação anterior para esta quebra de paradigmas?). A minha mãe quase teve um treco, mas só dessa forma para que eu conseguisse dormir o sono dos valentes.
Gostei muito da história, muito, muito. O ator está ótimo na pele de um indivíduo que sofre de amnésia após seu retorno da Guerra do Golfo. Acusado de matar um policial no caminho de volta a sua terra natal, ele acaba como cobaia de um tratamento esquizofrênico de um médico masoquista.
Adorei. E acho que vi no momento certo.
TRAILLER
Escrito por Ana Paula Mathias às 14h39
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Medo de amar. Medo do amor. É dessa forma que o autor conta a história de um personagem que chega até os seus noventa para, de repente, se apaixonar. E, pela primeira vez, sente-se renovado, revigorado.
Para uma pessoa que sempre pagou para ter sexo – e mesmo aquelas que não eram “da vida” ele fazia questão de pagar como um meio inconsciente de não se apaixonar – vê seu mundo de um ângulo diferente quando o ciúmes toma conta de seu ser e começa a quebrar todo o quarto do bordel o qual passara a se encontrar com sua grande paixão.
Memórias de minhas putas tristes conta a triste história de seu personagem principal que, no dia do seu aniversário de 90 anos, presenteia-se com uma noite de sexo com uma adolescente virgem. Pois é, essa é a sua fantasia. Quando chega ao quarto indicado, o personagem vê a jovem dormindo no mais profundo sono. Tocado com a cena, ele não tem coragem de acordá-la e acaba se apaixonando perdidamente por ela.
Tempo perdido pelo tempo que passou e não volta mais, eu senti que o personagem se arrepende por todos os amores que passou e não se entregou.
É um livro para pensar durante a vida inteira.
Escrito por Ana Paula Mathias às 11h25
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