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Olhando rápido, não é que parece mesmo alguém de boca aberta? Se um atendimento entrega um briefing na minha mão dizendo que precisa divulgar um Hospital de Sapato, eu ficaria dias quebrando a cabeça para tentar chegar nessa idéia brilhante. Isto é, se é que eu teria dias e dias para criar! Outra: talvez eu nem chegasse nessa idéia... não sei.

Tenho certeza que foi a partir de palavras-gatilho. Ponho minha mão no fogo! Certeza absoluta.

Faço questão de blogar a foto da campanha de uma rede americana - chamada The Shoe Hospital - que prega que as pessoas devem cuidar mais e melhor de seus sapatos.

Mote da Campanha: 'Você cuida de tanta coisa. Não esqueça dos seus sapatos'.



Escrito por Ana Paula Mathias às 17h02
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89 – A Rádio Rock

 

Eu li que a rádio 89 havia sido vendida. Acho que a reportagem é de, aproximadamente, 1 mês. Acho. “- Até aí, beleza. Mais uma reportagem de mais uma rádio que teve lá os seus problemas e foi vendida”, pensei. Por mais que duvidasse que a solidez, que até o rádio deixa transparecer, tivesse seu caminho interrompido.

Mas o negócio doeu. Não no dia que eu li a reportagem, mas quando eu liguei o rádio e, passando pelas estações na procura de alguma coisa que prestasse, parei na 89 que, por incrível que possa parecer, estava tocando Shakira (provavelmente a versão mais dance do mundo). Olhei novamente para saber se eu não havia programado errado o dial com o nome... NÃO! Era a mais pura verdade: Shakira na 89! E depois outra coisa toda dance na seqüência que era mais a cara da Metropolitana, da 97FM ou até mesmo da Jovem Pan. Mas não: era a rádio 89 em pessoa. Fiquei triste. Fiquei até com raiva da Shakira querendo que ela estivesse até na rádio Gospel. Mas ali, nã nã ni nã não...

Quer saber qual foi a pior parte, a que doeu mais do que tudo na alma? A vinheta de troca de música. Virou a música e... cadê o “89 – A Rádio Rock”? CADÊ? Fiquei pasma. Olhando pra chuva, o carro desengatado, pessoas atravessando na minha frente, o farol aberto e eu parada. Será que eu nunca mais ouviria aquela vinheta?

Foi aí que caiu a ficha daquela reportagem da venda da emissora. Eu só queria mais um tempinho para ouvir décadas de história e poder lembrar para sempre. E saber que eu tenho que guardar para sempre porque depois vai acabar mesmo. Fazer da minha memória o verdadeiro e belíssimo Arquivo do Rock.

Anos e anos que desencadearam na forma de Shakira e uma vinheta ½ boca que só informava: “89” Só.



Escrito por Ana Paula Mathias às 13h32
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Já vai já?

O que é mais chato do que um guarda de trânsito?...rsrsrs (muito engraçado).

Não é papo. É a mais pura verdade. O cantor JAMES BLUNT foi eleito o 4ª elemento mais irritante de Londres segundo uma pesquisa que listava as 100 piores. Pois é! Ele e sua música “You´re Beautiful” foram banidos da programação de uma rádio local.

Ele só perdeu para os operadores de telemarketing, os engarrafamentos e as filas de espera.



Escrito por Ana Paula Mathias às 11h16
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30 conselhos para escrever bem:

1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.

2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente
rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo
narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou??...então valeu!

9. Palavras de baixo calão, porra, podem transformar o seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.

11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra
repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida
desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
 
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os
outros não tem idéias próprias".

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas
diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras
palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá
ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto
de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?
 
20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!

25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão
da idéia nelas contida e, por conterem mais que uma idéia central, o que nem
sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a
separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis,
o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura,
hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando
seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar
deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as
coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este texto,
tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando
aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar
falando desta maneira irritante.

29. Outra barbaridade que tu deves evitar chê, é usar muitas expressões que
acabem por denunciar a região onde tu moras, carajo! ..nada de mandar esse
trem...vixi..entendeu bichinho?

30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá
agüentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem
parar.



Escrito por Ana Paula Mathias às 11h07
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Ê Ibira...

 

Impunidade, desprezo, falta de vergonha na cara, descaso... tudo isso eu presenciei ontem no Parque do Ibirapuera. Que dó!

Primeira cena (logo que entro): um policial barra uma menina que está com um rottweiler na coleira. Ele diz: “-Cadê a focinheira?”. Ela responde: “-O senhor percebeu a quantidade de cachorros perigosos que estão por aí sem a focinheira? Por que o meu tem que ter? E outra: ele é mansinho”. O policial virou as costas e, como se nada tivesse acontecido e nem tivesse dito, foi embora.

Segunda cena (dois minutos depois que entrei): mais um policial de bicicleta parando duas meninas que estavam andando de bicicleta fora ciclovia. Ele diz: “-As bicicletas têm lugar próprio para andar dentro do parque”. Elas respondem: “-Olhe ao redor. Veja quantas pessoas não obedecem”. Novamente o policial vira as costas e vai embora.

Aí, eu fiquei irritada de estar ali. Por que, em pleno frio, eu resolvi dar uma caminhada tão longe, com o Museu do Ipiranga tão próximo à minha casa?

Respirei fundo, afinal de contas, era domingo e não se pode estressar em pleno domingo. E foi aí que eu vi um monte de gente porca jogando resto/papel de comida no chão. E era um tal de cocô de cachorro de um lado e seus respectivos donos nem aí com a sujeira e bicicleta passando por cima de gente do outro lado.

Um inferno astral começou a se formar.

Os freqüentadores do parque resumem hoje, infelizmente, o pé da letra do significado da palavra IBIRAPUERA que, em tupi-guarani, quer dizer pau podre ou árvore apodrecida.

E com o Universo conspirando contra tudo aquilo, foi a minha vez de virar as costas. Para sair correndo dali.



Escrito por Ana Paula Mathias às 17h14
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A mesma do Silêncio

Demorou, mas eu vi e até agora não entendi uma parte: o que aqueles dois árabes estavam fazendo no começo do filme Plano de Vôo? Por que eles apareceram tão suspeitos e depois não tiveram nada a ver com o resto da história? E eram eles sim! Eu dei um zoom nesta primeira cena em que a atriz Jodie Foster aparece na janela sem querer e dá de cara com os dois. Juro que eu não entendi o propósito. A não ser que o propósito era esse mesmo e eu estou aqui buscando um pretexto pra entender o que não deve ser entendido.

O pior é que eu também fiquei, durante o filme inteiro, achando que o seqüestro era pura armação de uma gangue de aeromoças. Depois eu notei que não era e, ainda por cima, havia desconfiado da aeromoça errada.

Sem contar que eu também tive certeza que a atriz principal estava sob efeito de calmantes e, por esse motivo, não havia embarcado a filha de jeito nenhum.

Minha mão suou, não parei de me mexer no sofá, um abraço apertado pra cutícula bem feitinha que existia em meus dedos antes de começar o filme e cinco palavrões instantâneos. Resumindo: o filme é ótimo (e não é somente por causa das reações colaterais).

 

® Sinopse

Kyle Pratt (Jodie Foster) é uma mulher devastada emocionalmente, devido à recente morte súbita de seu marido. Em meio a uma viagem de Berlim a Nova York, estando a mais de 40 mil pés de atitude e a bordo de um moderno avião, Kyle entra em pânico após perceber o desaparecimento de sua filha de 6 anos, Julia (Marlene Lawston). Desesperada, Kyle precisa provar à tripulação e aos passageiros sua sanidade, já que não há pista alguma sobre o paradeiro de Julia, e ao mesmo tempo convencer a si mesmo que não está enlouquecendo.



Escrito por Ana Paula Mathias às 16h10
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