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E eu pretendo não fazer comentário algum a respeito do Parreira dirigindo a África do Sul. Portanto, que ele vá na santa paz de Deus!

Escrito por Ana Paula Mathias às 20h47
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Boa leitura.

História real da vida de uma autêntica princesa do mundo árabe. O livro é auto-biográfico e, quando foi lançado, o bafafá rodou os quatro cantos do planeta.

Mais uma, entre tantas outras, que nunca se conformou em viver sob as tradições de sua cultura e religião.

Os outros livros que completam a trilogia: este que eu blog aqui “Princesa – A real história da vida das mulheres árabes por trás dos seus negros véus”; “As filhas da Princesa” e “ Princesa Sultana”.

Futuras compras.



Escrito por Ana Paula Mathias às 20h46
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Cabine – Tinha que ser por aqueles lados.

 

Quer saber com que combina uma peça de roupa? Vá pra Hong Kong que o negócio tá fervendo. Alguns pesquisadores desenvolveram uma cabine que é capaz de perceber a peça de roupa que a cliente está provando. O sistema percebe a roupa através do código de barra da etiquetas e pronto... um mega desfile de combinações exclusivas pra você.

Depois disso só como o Zé Simão: “É mole? É mole mas sobe.”

 



Escrito por Ana Paula Mathias às 14h18
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Pela Portaria

 

Hoje pela manhã, no rádio, escutei as sábias palavras de Marx Gehringer. Tão sábias que separei um período da manhã buscando suas idéias pela internet. Tentei uma busca pelo nome, pelo site da rádio e nada. Vou tentar transmití-las aqui.

Ele falava que uma empresa pode ser medida pela qualidade da sua portaria. Isso mesmo! Aquele lugar onde nós somos recebidos por pessoas que trabalham para o condomínio e vão anunciar o nosso nome para determinada empresa. Algumas portarias indicam qual é o elevador que dá acesso ao escritório, outros dizem o andar (por educação, porque quem é que vai para uma entrevista sem saber disso?!) e há outros que não dizem simplesmente nada.

É na portaria que nós já sabemos a qualidade da empresa que vamos trabalhar, dizia o comentarista. 

Daí, ele conta o caso de quando foi a uma entrevista. Nem bem ele entrou, as pessoas da portaria desviaram os olhos. Quando ele chegou perto ao balcão, as mesmas pessoas (recepcionistas) continuaram o papo que estavam levando. Falou bom dia e, como se a expressão estivesse subtendida a um “pois não” muito mal dado, ele aguardou durante mais 15 minutos no saguão até que essa mesma portaria conseguisse localizar o responsável por atendê-lo.

Resumo da ópera: as pessoas da empresa em questão eram todas iguais aos porteiros do prédio. Ninguém se cumprimentava, o tratamento era baseado no mais puro desdém, além da má organização, normas confusas, chefes autoritários e o emprego não durou muito tempo uma vez que sua personalidade era contraditória aos valores do lugar onde estava.

E eu comecei a rir porque eu entendia tudo aquilo. Sim, eu sabia sobre o quê ele falava.

Bom, eu também já estive em portarias melhores.

E, nesse clima, eu prefiro o Ritchie que, desde a década de 70/80 já falava que Pelo Interfone era bem melhor (ai, que besteira-mor)...rs. (não resisti)



Escrito por Ana Paula Mathias às 14h04
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Toda agência tem a sua palavra-chave. Tem a pop, tem a naming, tem a flash, tem a “vamos olhar por outro ângulo”, tem de tudo.

A palavra do momento agora é sacada. Tudo é sacada. Sacada aqui, sacada acolá... E eu quero sair correndo e gritar SOCORRO!!! A tal da sacada é um vício. E um ciclo.  E uma doença. Todo mundo está contaminado com a sacada. Viu-se obrigatório perguntar sobre sacada, aliás, a sacada começa pela primeira aparência. Se você não tiver a sacada no seu jeito, na sua roupa, você já era uma vez uma falta de sacada.

Que sacada o quê? Sacada como? E todo mundo olha pra minha cara e pergunta: ‘- Sabe a sacada? Vamos atrás dela”.

Aí, depois de 2 meses ouvindo sobre a tal sacada, a qual eu nunca encontrei mesmo, cansei.

É mais uma amiga para fazer parte da minha coleção de palavras obsessivas-compulsivas das agências de publicidade. E só.



Escrito por Ana Paula Mathias às 15h30
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A publicidade é uma grande mentira. Depois de ler o texto abaixo, não tenho mais dúvidas quanto à esta afirmação. Vai ser é por este motivo que eu amo tanto. Vai entender. Cada louco...

O Sapo cor-de-rosa

O diretor de arte chegou às 10:30. Óculos escuros, cabelo molhado.
A menina do atendimento, desesperada, já estava na criação cobrando os anúncios.
- Pelamordedeus! O cliente vai viajar hoje à tarde e quer ver os layouts
pra poder mostrar para o diretor internacional, que vai ter uma reunião
com a coordenação da América Latina, e eu vou me ferrar porque todo
mundo tira o corpo fora!
O diretor de arte não tinha ainda achado aquela sacada gráfica, entende?
- Pelamordedeus! Pelamordedeus! Pelamordedeus!
O diretor de arte, sem tirar os óculos nem dizer palavra, senta na
frente do computador pensando: “Que saco, só um mês de prazo, o redator
fez os títulos só há duas semanas, assim não dá pra trabalhar”.
Quinze minutos depois, os layouts estão saindo da impressora. O redator
vê os anúncios e comenta:
- Por que um sapo cor-de-rosa?
- Sei lá, é uma imagem bonita, instigante…, diz o jovem diretor de arte.
- Mas o anúncio é de eletrodoméstico. Que é que tem a ver?
O diretor de arte não queria entregar que não pensou em nada e que
aquele sapo era a única imagem que tinha no arquivo do computador, mas
nem deu tempo de ele inventar uma justificativa.
- Daqui esse troço, que eu tô com pressa.
No caminho do cliente, no carro, o diretor de atendimento vê pela
primeira vez os anúncios para poder dizer na reunião que tinha
acompanhado o processo criativo todo, inclusive direcionado a criação
para não perder o foco da campanha e dar destaque ao sapo cor-de-rosa.
Sapo cor-de-rosa?
- Que droga é essa de sapo cor-de-rosa aqui nesse anúncio!?
- Sei lá, foi a criação que fez, eu não sei de nada, só cobrei os caras.
O diretor de atendimento não podia jogar fora o anúncio, era o único em
que o título fazia uma vaga menção ao produto. Teve que pensar em uma
saída.
Chegaram ao cliente, uma imensa multinacional. Estão na sala de reunião,
com toda a equipe de marketing da empresa. O diretor de atendimento, uma
velha raposa, apresenta o layout do sapo rosa falando da necessidade de
um property para a marca e a importância do impacto que a comunicação
deve ter junto às donas de casa, que uma imagem altamente diferenciada
não permite a indiferença do público-alvo e que um sapo, com certeza,
sensibiliza a donas-de-casa de qualquer classe, e que o fato de ele ser
rosa (uma cor altamente ligada ao universo feminino) anularia toda a
imagem negativa do anúncio em questão.
Seja o que Deus quiser.
O diretor de marketing da multi ouviu tudo sem mudar sua expressão de
jogador de pôquer. Houve aquela pausa que prenuncia hecatombes.
- O que vocês acham? - perguntou o chefão de marketing para seus comparsas.
As respostas vieram pela ordem crescente na hierarquia local:
- Um pouco estranho.
- Bem estranho.
- Estranho é apelido.
- É, sem dúvida, a coisa mais estranha do mundo.
- Uma merda.
- Eu até que gostei do sapo cor-de-rosa - disse o chefão de marketing.
As mudanças de opinião seguiram a ordem decrescente.
- Uma merda que pode dar certo.
- Sem dúvida, se é a coisa mais estranha do mundo é porque tem um certo
appeal racional, algo de especial.
- Especial é apelido.
- Bem especial.
- Ainda acho um pouco estranho - disse o mais baixo na hierarquia, que,
por manter sempre sua opinião, foi despedido alguns meses depois.
No final, valeu democraticamente a lei do mais forte. E o diretor de
atendimento voltou para a agência pensando por que raios o chefão do
marketing gostou do sapo cor-de-rosa. “Será que a idéia é boa? Não, não,
impossível sair coisa boa da criação. Por que o chefão gostou? Na
verdade, eu é que sou um puta vendedor. Eu sou foda.”
Na verdade, o chefão de marketing não sabia por que raios tinha aprovado
aquele anúncio do sapo cor-de-rosa. Ele estava divagando sobre sua casa
de campo, pensando como era gostosa aquela menina da agência que fala
rápido, não prestou muita atenção no que o cara da agência falava. Mas,
para falar tanto, ele devia estar falando coisas importantes. Não pegava
bem passar por ignorante na frente de seus subalternos.
E agora o chefão de marketing está num avião, levando numa pasta branca
de papel-cartão um sapo cor-de-rosa que deve ser apresentado para um
chefe que é mais chefe que ele. “Vou ter que enrolar os gringos”, pensou.
A reunião com o pessoal da América Latina começou com um clima tenso.
Nenhum dos diretores de marketing dos vários países onde a empresa
atuava tinha um trabalho decente para mostrar. Quando o diretor de
marketing do Brasil mostrou o anúncio do sapo cor-de-rosa, foi um alívio
geral. Todo mundo começou a apoiar a idéia do brasileiro, pelo menos
assim ninguém precisava justificar seu próprio fracasso.
- Me gusta mucho el sapo rosado.
- Sin duda tenemos un simbol.
O coordenador de marketing para toda a América Latina - o big-boss de
todo mundo ali - não falava bem castelhano.
O big-boss dos cucarachas, como secretamente se autodenominava o
coordenador de marketing para toda a América Latina, telefonou para a
matriz no dia seguinte, dizendo que havia unanimidade em torno de um
conceito- Amazing concept- desenvolvido pelo marketing de Buenos Aires,
ou será de Caracas? - I don’t know, só sei que é de um lugar do Brazil.
O anúncio do sapo cor-de-rosa e o big-boss dos cucarachas estavam a
caminho da matriz, em Atlanta. O chefão estava tranqüilo em relação ao
sapo. Todos os diretores de marketing da América Latina haviam feito
reports provando a viabilidade da estranha personagem anfíbia. Que os
reports foram feitos para agradar a ele, o big-boss, ninguém contou. Nos
reports havia números, e números fazem até um sapo cor-de-rosa existir.
O coordenador de marketing para toda a América Latina entrou às 8 da
manhã na sala do seu chefe, que estava reunido com toda a presidência da
grande empresa multinacional de eletrodomésticos. Debaixo do braço, um
sapo cor-de-rosa. Reunião de portas fechadas.
Às 8:05, a secretária escutou alguém gritar na sala:
- What a hell is that??!!??
Passaram-se seis meses.
O diretor de arte chegou às 11 horas. Óculos escuros, cabelo molhado. A
menina do atendimento havia deixado um grosso fichário na mesa da dupla
de criação. Na capa do fichário lia-se: The Pink Frog. No fichário havia
todas as normas de utilização do Pink Frog. O tipo de sapo que deve ser
utilizado, qual a tonalidade do cor-de-rosa, as melhores posições em que
deve ser fotografado, a proporção que deve ter o sapo, perdão, o Pink
Frog, em relação ao formato do anúncio. Havia até a recomendação de que
se usassem sapos vivos e que se pintasse o sapo no computador, para
evitar problemas com os ecologistas. O sapo foi completamente dissecado
em duzentas páginas.
Por conta do sapo cor-de-rosa, muita gente foi promovida, tanto no
cliente quanto na agência.
- Puxa, que legal! Eu sempre quis ser diretora de contas e mandar nesses
babacas!
Todo mundo se deu bem, menos o diretor de arte. Parece que o cliente
pediu a cabeça dele porque ele não seguiu as normas de aplicação do Pink
Frog e colocou em risco a seriedade do marketing do cliente.



Escrito por Ana Paula Mathias às 09h46
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Não há como não se emocionar ao ler “Memórias Sexuais no Opus Dei”. Não há.

Também não há como não se revoltar diante de tanta manipulação. Sim, uma seita que faz uma “lavagem cerebral” tipo barba, cabelo e bigode.

Os depoimentos são um choque. Um choque porque estamos diante da mais pura verdade, como afirma o autor.

Estou cada vez mais distante de qualquer tipo de religião. E de tudo o que se prega por aí, incluindo detalhes e mostras de provas. Sim, estou mesmo descrente. Porém, sigo com a minha fé. Uma fé que não precisa ser de mais ninguém. Só minha.

Não é a primeira vez que leio declarações absurdas a respeito do catolicismo. Não é a primeira vez que vivo essa experiência, desta vez contada pelo autor do livro.

Aí, eu concluo sem culpa: “- Eu tenho que acreditar em Deus, O Criador, e em mais ninguém que use a Sua palavra para gerar qualquer tipo de informação”.

 



Escrito por Ana Paula Mathias às 11h50
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Novo vício de todos os dias.



Escrito por Ana Paula Mathias às 16h26
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Accidentally in Love - Counting Crows

So she said what's the problem baby
What's the problem I don't know
Well maybe I'm in love (love)
Think about it every time
I think about it
Can't stop thinking 'bout it

How much longer will it take to cure this
Just to cure it cause I can't ignore it if it's love (love)
Makes me wanna turn around and face me but I don't know nothing 'bout love

Come on, come on
Turn a little faster
Come on, come on
The world will follow after
Come on, come on
Cause everybody's after love

So I said I'm a snowball running
Running down into the spring that's coming all this love
Melting under blue skies
Belting out sunlight
Shimmering love

Well baby I surrender
To the strawberry ice cream
Never ever end of all this love
Well I didn't mean to do it
But there's no escaping your love

These lines of lightning
Mean we're never alone,
Never alone, no, no

Come on, Come on
Move a little closer
Come on, Come on
I want to hear you whisper
Come on, Come on
Settle down inside my love

Come on, come on
Jump a little higher
Come on, come on
If you feel a little lighter
Come on, come on
We were once
Upon a time in love



Escrito por Ana Paula Mathias às 16h05
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Saio do trabalho. Sexta-feira 19h42.

Acabo de ler um livro cujo título fala absolutamente o contrário de como as pessoas com quem eu trabalho, agem.

Sim, estou em pleno paradoxo e, após a reunião onde, discretamente eu tentei falar alguma coisa muito próxima a “vamos tentar, não vamos desistir porque parece ser realmente difícil”, eu sinto como se estivesse desistido. Não dos ensinamentos do livro, o qual eu quero poder sempre olhar a fim de receber uma mensagem, uma luz para determinada situação, muito menos da capacidade que eu sei que tenho. Desisto das pessoas daquela reunião. E toda a empolgação do relatório que eu havia elaborado há três dias resumiu-se em choro.

Andei dois quarteirões da Berrini aos prantos. As lágrimas não paravam e eu só queria chegar em casa, desligar o celular durante todo o final de semana e, mais uma vez, repensar.

Não adianta ser brilhante se todas as pessoas a sua volta não são. E não são porque não querem ser e, pelo que sinto e vejo, não existe algum esforço para começar (acho que não existe coisa pior!); não adianta levantar milhares e milhares de pesquisas sobre determinado tema porque ninguém vai querer discutir. No mínimo vão rir da sua cara e perguntar de que planeta você é. Não adianta ser inovador porque, de acordo com o que eu ouvi, “ser inovador não funciona”. Acho que não adianta levantar da cama a caminho da Berrini, viu!

Eu desisto destas pessoas. E prometo que eu não ficarei mal por causa disso.

Ah! O livro que eu mencionei, o responsável por ter-me feito a honra de mudar a maneira como vejo as pessoas, quer dizer, algumas delas. Porque eu sei que elas são a minoria, não vou ficar chateada também.

 



Escrito por Ana Paula Mathias às 13h11
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