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E todas as agêcias de publicidade já faturaram muito dinheiro com a propaganda das estrelas. Sai tudo isso! Agora entra o trabalho full-time, a categoria dos atores de verdade que realmente ganham dinheiro com isso e a Rua 25 de março livre daqueles barulhos infernais e camelô vendendo camiseta do Brasil por R$1,00.

Sabe que eu não vou muito com o Galvão Bueno, mas ele disse uma frase que resume tudo isso: "Uma porção de estrelas não formam um time"



Escrito por Ana Paula Mathias às 22h23
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PARA NÃO DIZER OUTRA COISA... SAÚDE (RITA LEE)

Me cansei de lero-lero
Dá licença, mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor
Mas ninguém sai de cima
Desse chove-não-molha
Eu sei que agora
Eu vou é cuidar mais de mim!

Como vai, tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar
Não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva
Cheia de graça
Talvez ainda faça
Um monte de gente feliz!



Escrito por Ana Paula Mathias às 22h14
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SUPERMAN RETURNS

Não sei se eu quero ver o Super Homem sem a sua amada de décadas Lois Lane. Que sacanagem fizeram com ele, hein? O cara salva a humanidade, luta contra milhares de bandidos, é um puta gato, tem revertérios provenientes do contato com a kriptonita (essa parte ainda não entendi visto que já temos a cura pra uma porrada de males. Por outro lado, achei bacana manterem o roteiro original, bem como a roupa, ou melhor, o colant - é assim que escreve esse negócio?).

O cara enfrenta tudo isso e ainda sofre de amor? Nã nã ni nã não. É muito para uma pessoa só, mesmo sendo ele o Homem de Aço.



Escrito por Ana Paula Mathias às 13h40
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Quantas vezes já ressuscitaram o Elvis? Alguém já parou para contar?

O canal Multishow entra com uma programação totalmente dedicada ao rock. Ninguém melhor para divulgar essa novidade do que o próprio Elvis. A crição dos textos são realmente o máximo. E acredito que vem daí a qualidade positiva das peças.

"O rock é uma religião como outra qualquer. A diferença é a quantidade de Deuses"

"Quando você vende a alma para o rock, ninguém tem certeza se você está morto"

Segue peça desenvolvida pela Staff



Escrito por Ana Paula Mathias às 12h19
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Mentalize, mentalize, mentalize...

Vá lá! Pra hoje, INXS - US

The world is always changing, you can see it every day
But in a tragic situation you just can't hide yourself away
So try a little kindness cause it sure can't be that hard
You're shining in the darkness when you open up your heart

Your love is all we need to bring us together
Don't leave it to me, nothing's for free, it comes down to us

Hungry babies on television, can you feel the shame?
We've got to keep on giving to one another, 'cause it's all gonna happen again
Why don't you try a little kindness cause it sure can't be that hard
Just think about what binds us and find a new place to start

Your love is all we need to bring us together
Don't leave it to me, nothing's for free, it comes down to us
Your love is all we need to bring us together
We're not indestructable, we're some kind of miracle
Happens every day



Escrito por Ana Paula Mathias às 11h39
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Alguém quer fazer o favor de tirar a música da Simone da minha cabeça, pelamordedeus!!!!

Ninguém no mundo merece ficar repetindo "Que venha essa nova mulher de dentro de mim..." Mesmo porque não tem cabimento essa nova mulher saltar de dentro. Aliás, não vejo a nova. Vejo a de sempre. E esta aí não vai mudar.



Escrito por Ana Paula Mathias às 11h33
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Para melhorar o clima do domingão com a música do Fantástico ao fundo só mesmo esse texto publicada pela revista Veja e escrito pela Lya Luft. Pra variar, minha marca registrada está mais do que explícita, fala sobre o amor e a amizade entre as pessoas. Nada melhor.
 
Ensaio sobre a amizade
 
Que qualidade primeira a gente deve esperar de alguém com quem pretende um relacionamento? Perguntou-me o jovem jornalista, e lhe respondi: aquelas que se esperaria do melhor amigo. O resto, é claro, seriam os ingredientes da paixão, que vão além da amizade. Mas a base estaria ali: na confiança, na alegria de estar junto, no respeito, na admiração. Na tranqüilidade. Em não poder imaginar a vida sem aquela pessoa. Em algo além de todos os nossos limites e desastres.
Talvez seja um bom critério. Não digo de escolha, pois amor é instinto e intuição, mas uma dessas opções mais profundas, arcaicas, que a gente faz até sem saber, para ser feliz ou para se destruir. Eu não quereria como parceria de vida quem não pudesse querer como amigo. E amigos fazem parte de meus alicerces emocionais: são um dos ganhos que a passagem do tempo me concedeu. Falo daquela pessoa para quem posso telefonar, não importa onde ela esteja nem a hora do dia ou da madrugada, e dizer: “Estou mal, preciso de você”. E ele ou ela estará comigo pegando um carro, um avião, correndo alguns quarteirões a pé, ou simplesmente ficando ao telefone o tempo necessário para que eu me recupere, me reencontre, me reaprume, não me mate, seja lá o que for.
Mais reservada do que expansiva num primeiro momento, mais para tímida, tive sempre muito conhecidos e poucas, mas reais, amizades de verdade, dessas que formam, com a família, o chão sobre o qual a gente sabe que pode caminhar. Sem elas, eu provavelmente nem estaria aqui. Falo daquelas amizades para as quais eu sou apenas eu, uma pessoa com manias e brincadeiras, eventuais tristezas, erros e acertos, os anos de chumbo e uma generosa parte de ganhos nesta vida. Para eles não sou escritora, muito menos conhecida de público algum: sou gente.
A amizade é um meio-amor, sem algumas das vantagens dele mas sem o ônus do ciúme – o que é, cá entre nós, uma bela vantagem. Ser amigo é rir junto, é dar o ombro para chorar, é poder criticar (com carinho, por favor), é poder apresentar namorado ou namorada, é poder aparecer de chinelo de dedo ou roupão, é poder até brigar e voltar um minuto depois, sem ter de dar explicação nenhuma. Amiga é aquele a quem se pode ligar quando está com febre e não quer sair para pegar as crianças na chuva: a amiga vai, e pega junto com as dela ou até mesmo se nem tem criança naquele colégio.
Amigo é aquele a quem a gente recorre quando se angustia demais, e ele chega confortando, chamando de “minha gatona” mesmo que a gente esteja um trapo. Amigo, amiga, é um dom incrível, isso eu soube desde cedo, e não viveria sem eles. Conheci uma senhora que se vangloriava de não precisar de amigos: “Tenho meu marido e meus filhos, e isso me basta”. O marido morreu, os filhos seguiram suas vidas, e ela ficou num deserto sem oásis, injuriada como se o destino tivesse lhe pregado uma peça. Mais de uma vez se queixou, e nunca tive coragem de lhe dizer, àquela altura, que a vida é uma construção, também a vida afetiva. E que amigos não nascem do nada como frutos do acaso: são cultivados com... amizade. Sem esforço, sem adubos especiais, sem método nem aflição: crescendo com crescem as árvores e as crianças quando não lhes faltam nem luz nem espaço nem afeto.
Quando em certo período o destino havia aparentemente tirado de baixo de mim todos os tapetes e perdi o prumo, o rumo, o sentido de tudo, forma amigos, amigas, e meus filhos, jovens adultos já revelados amigos, que seguraram as pontas. E eram pontas ásperas aquelas. Agüentei, persisti, e continuei amando a vida, as pessoas e a mim mesma (como meu amado amigo Erico Veríssimo, “eu me amo mas não me admiro”) o suficiente para não ficar amarga. Pois, além de acreditar no mistério de tudo o que nos acontece, eu tinha aqueles amigos. Com eles, sem grandes conversas nem palavras explícitas, aprendi solidariedade, simplicidade, honestidade, e carinho.
Nesta página, hoje, sem razão especial nem data marcada, estou homenageando aqueles, aquelas, que têm estado comigo seja como for, para o que der e vier, mesmo quando estou cansada, estou burra, estou irritada ou desatinada, pois às vezes eu sou tudo isso, ah!, sim. E o bom mesmo é que na amizade, se verdadeira, a gente não precisa se sacrificar nem compreender nem perdoar nem fazer malabarismos sexuais nem inventar desculpas nem esconder rugas ou tristezas. A gente pode simplesmente ser: que alívio, neste mundo complicado e desanimador, deslumbrante e terrível, fantástico e cansativo. Pois o verdadeiro amigo é confiável e estimulante, engraçado e grave, às vezes irritante; pode se afastar, mas sabemos que retorna; ele nos agüenta e nos chama, nos dá impulso e abrigo, e nos faz ser melhores: como o verdadeiro amor.


Escrito por Ana Paula Mathias às 14h12
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