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Uma saia
Quando chegamos lá vimos uma velhinha que dizia ter 82 anos. Bonitinha a tal da velhinha. Japonesa e baixinha.
Sentamos num quintal descampado e ela falava da mulher, da força que elas têm, do sexo aparentemente frágil, das lutas, da supremacia, da versatilidade... E eu fiquei pensando: “Mas o que eu estou fazendo aqui? Vou matar a Kaká assim que eu colocar os pés para fora desta casa.”.
Ah! Esqueci de falar: a japonesinha estava oferecendo um curso gratuito de corte e costura e eu, envolvida pelo papo da minha amiga de que a gente tem que aprender a abraçar o novo, fui (na verdade eu tinha gostado da frase “abraçar o novo”. Só isso.)
E lá estava eu, ou melhor, nós duas olhando uma mulher falar de mulher. De tudo que eu já havia lido em todos os jornais.
Aí, o papo passou para Deus e eu lembrei do filme “Código Da Vinci”. Mulher e Deus, ou seja, a Deusa, Maria Madalena, a filha que Jesus concebera... e blábláblá.
“Porque com Deus eu posso, com Deus eu consigo e com Deus eu sempre vencerei” – ela falava.
Nessa altura eu já estava passando mensagens para o celular do cara que havia me entrevistado na sexta-feira perguntando se ia rolar alguma coisa, enquanto minha amiga me cutucava fazendo cara de quem estava puta da vida por eu estar desrespeitando uma velhinha toda japonesa e pequena. Pô, desrespeitando... eu?
Parei no pedaço em que ela dizia ter sido dona de uma tecelagem, coisa e tal. Eu juro que eu comecei a viajar na possibilidade dela ser uma Bia Falcão disfarçada de japonesa pequena e que, ainda por cima, queria dar uma lição de moral na gente sem motivo. Pura revolta de, possivelmente, ter perdido tudo para um tipo André Santana. O roteiro da novela Belíssima se repetia na vida real diante da minha imaginação.
Toda a virtude da paciência se reduzia a cada palavra/sermão e a Kaká repetia: “Se estamos aqui é por algum motivo maior”. E, novamente envolvida nesse papo meio seishonoiê, fiquei.
Saí de lá com o desenho da modelagem de uma saia reta e toda orgulhosa por saber que nos próximos dias eu tenho a missão de escolher o tecido na 25 de março.
Na próxima 2ª feira, vamos reencontrar a japonesa Bia Falcão para aprendermos a cortar o tecido no fio certo... rs.
Eu só fico pensando qual será o sermão?
Escrito por Ana Paula Mathias às 11h41
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Eu prometi para mim mesma que eu só postaria propaganda inusitadas. E, no que diz respeito aos departamentos de mídia e criação, o povo está de parabéns. Olha o que a Adidas fez, quer dizer, Adidas uma ova! Foi a cabeça de algum publicitário maluco... Amém!

Essa "ponte" do goleiro Oliver Kahn atravessa a rodovia de acesso ao aeroporto de Munique, cidade sede do jogo de abertura da Copa 2006.
Escrito por Ana Paula Mathias às 12h20
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Depois da paulada de Fernanda Young na cabeça, eu precisava de uma coisa mais leve. E foi assim que eu descobri um livro emocionante. A história de quatro mulheres que, aos 40 anos, descobrem o amor e a verdadeira amizade. Tudo isso desabrochando na nossa frente como todas as flores que são plantadas por elas.
Água com açúcar? Talvez. Mas do jeito que eu gosto. Vale a pena. 
Escrito por Ana Paula Mathias às 10h45
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Eu ainda preciso de muitos Mojitos na cabeça para aprender a dançar Salsa e Merengue. Ainda não foi desta vez (apesar da aulinha meia boca feita, assim ó, na hora e na raça).
Bom, apesar que a tal jogada de cabelo pro lado já é um bom começo (só tem que tomar cuidado pra não torcer nada dependendo da intensidade do negócio).
Nova regra para esta segunda-feira: deixar o cabelo crescer. Qual é mesmo aquela receitinha caseira?
Escrito por Ana Paula Mathias às 10h24
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Avessa
Ai meu Deus... por que eu não mudo? Não quero dizer mudança de personalidade (apesar de me odiar na maioria das vezes). O problema é o tal do geograficamente.
Não consigo desfincar minhas raízes. Não consigo desgrudá-las do âmbito familiar. E os meus amigos, então? O que será de mim se eu não ligar para a maioria das minhas amigas queridas. Lógico que o mundo é um lugar comunicável a qualquer momento. Orkut, MSN, ICQ, celular, I-POD, Blogs comunitários, e-mail existem para quê, afinal? Mas o simples “Eu preciso passar aí para ter um ombro de amiga!”; “Mêu, vamos encher a cara porque hoje eu quero festejar”, é reconfortante demais da conta.
Sabe aquela música do Lulu Santos onde ele diz:
“Não vá para Nova Iorque, amor, não váááááá....”?
Andei com ela na cabeça durante 3 dias inteiros. E a minha proposta não foi a de ir muito longe, não. Minha proposta estava aqui, logo ali, em Manaus. Para trabalhar por lá, em uma agência bacanérrina e ganhando o que é difícil de se ganhar em um mercado mega gigante como São Paulo.
Aí, comecei a pesar nos “e se...”. Quantos deles apareceram na minha vida! E comecei a analisar uma porrada de coisa que parecia estar perdida no espaço. Não estava. E comecei a procurar pêlo em ovo. Achei milhares. Inclusive minha adoração em ver filmes de terror e morrer de medo de dormir depois. E comecei a pensar na minha mãe e todas as cervejas que nós duas saímos para beber quando ela está de saco cheio. E parei para pensar nos detalhes do casamento do meu irmão que eu perderia estando longe. Aí, eu lembrei do amor que tenho pelo bairro onde moro e de como é tranqüilo passear aos domingos. Chorei pelas caminhadas que não mais seriam feitas no Museu do Ipiranga e todos os carnês da Renner que tenho para pagar no Shopping Anália Franco que eu tanto amo de paixão. E as 5, 6 horas dentro da FNAC?
Ai, não!
Mandei um e-mail desmarcando tudo. TU-DO. E também pedi inúmeras desculpas. Antes ser considerada imatura do que inconseqüente nestes casos. Apesar que fui tachada em mais e maiores adjetivos pelo dono da agência.
Resultado da pressão: fui dormir na casa da minha avó. Tudo se resolve por lá depois de um copão de chocolate fervendo antes de dormir. E dormi.
Escrito por Ana Paula Mathias às 18h35
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