Escrito por Ana Paula Mathias às 20h07
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A matemática do sexo com seus problemas sem solução.
Dica muito boa esse romance da Fernanda Young pra quem quer fugir do lugar comum. No sense total. Nunca havia lido nada dela. Gostei bastante da trama, do desenrolar da história toda e de como a escritora propõe uma fórmula matemática dos encontros entre dois personagens do livro: João Dias e América.
Percebi, ao longo da leitura, que a própria autora persiste em taxar a traição como um mal que acompanha e vem arrastando, num jogo de mentiras, doidice, jogos eróticos e raízes quadradas de ódio, os parentes de uma mesma família. O que ela sugere é que o fato vem desde o topo de uma árvore geneaológica e que, provavelmente, não vai terminar nunca. Pelo menos para os envolvidos da família Dias e quem se agregar a eles. Eu tô fora. Xô!
Interessante o ponto-de-vista nunca antes pensado por mim e, após constatar que algumas partes é coisa de maluco mesmo, indico. Só pra variar um pouco.
Escrito por Ana Paula Mathias às 17h29
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É muito engraçado como as coisas que vem na cabeça da gente. Eu, por exemplo, estava sentada diante do computador fuçando uma porrada de prováveis agências as quais eu enviarei meu CV para uma vaga no departamento de criação.
E aí que, de abrir página em cima de página, eu vi uma letra do Kid Abelha bem velha, mas bem velha mesmo. Foi na época new wave onde eu adorava passar gel com glitter no cabelo e batom rosa choque pra minha mãe correr atrás de mim a fim de que eu tirasse toda aquela roupa xadrez branco e verde limão. Mas aí ela morria de rir com a cara que eu fazia imitando os grupos americanos dançando break na TV.
O detalhe é que o Kid Abelha até fiz uma short version nos shows do ano passado (se eu não me engano).
A música é baba e creio que todos conhecem. Chama-se “Os Outros”. No show a versão é romântica e dá até uma vontadinha de chorar.
Mas eu desafio quem sabe cantá-la inteira. Isso mesmo! Inteirinha (e é aí que a mesma música muda totalmente o foco e passa a ser uma coisa toda divertida).
Principalmente naquela parte em que diz: “... eu sei bem mais do que antes sobre mãos, bocas e perfume.”
O que será que ela quis dizer com isso, hein?... rá, rá, rá. Bom, eu também sei, ou melhor...
É a música do dia. Na verdade, é a música da semana, do mês, do ANO. Ai que saudade dessa ingenuidade, malícia e beleza!
Já conheci muita gente
Gostei de alguns garotos
Mas depois de você
Os outros são os outros
Ninguém pode acreditar
Na gente separado
Eu tenho mil amigos mas você foi
O meu melhor namorado
Procuro evitar comparações
Entre flores e declarações
Eu tento te esquecer
A minha vida continua
Mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode me entender
Depois de você, os outros são os outros e só
São tantas noites em restaurantes
Amores sem ciúmes
Eu sei bem mais do que antes
Sobre mãos, bocas e perfumes
Eu não consigo achar normal
Meninas do seu lado
Eu sei que não merecem mais que um cinema
Com meu melhor namorado
Procuro evitar comparações
Entre flores e declarações
Eu tento te esquecer
A minha vida continua
Mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode me entender
Depois de você, os outros são os outros e só
Escrito por Ana Paula Mathias às 17h06
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