Escrito por Ana Paula Mathias às 17h24
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Vende-se
Eu quero vender um pouco de saudade para não sentir mais. Esse aperto, esse pensamento, esse sentimento não me deixa quieta. Não consigo dormir, não consigo concentrar, não consigo assistir, não consigo respirar.
Eu, que escrevo textos há quase 10 anos, não consigo pensar em nada criativo que venda um pouco dessa saudade que mata pr dentro.
A saudade sempre nos faz sofrer, por bem ou por mal. Portanto, quem comprar não tem direito a devolução.
Eu tive um professor (ex-diretor de criação da AlmapBBDO) que dizia que a solução para a realização da venda de um produto, era a de encontrar um verbo que tivesse a cara dele. Só. E o seu produto seria líder de emrcado, tipo top of mind.
Mas eu não quero que minha saudade seja top of mind de alguém que eu não conheço. Não!
Minha saudade é restrita, quer dizer, não quero que todo mundo esteja ao alcance dela. Eu quero vendê-la a um público-alvo específico.
Minha saudade é chata. Eu tenho que vendê-la para alguém que dê a sua devida importância. E que não fique espalhando por aí como ela está ou deixa de estar.
Minha saudade é teimosa. Eu preciso vendê-la para alguém que vai chorar tudo o que a saudade pedir.
Minha saúde é narcisista. Eu só posso vendê-la para alguém que pensará nela durante 24 horas por dia.
Minha saudade é ciumenta. E, por esse motivo, eu não posso vendê-la. Não, eu não posso! Eu estou proibida de vendê-la a alguém que fique espalhando por aí como ela está ou deixa de estar.
A saudade é minha. E eu cuido dela do meu jeito.
Escrito por Ana Paula Mathias às 16h52
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No meio das flores
Eu queria estar assim neste momento: sentada ao redor de flores. De preferência rosas e gérberas amarelas para dar sorte. Dizem que o amarelo é cor de quem tem bom gosto. Bom, pode ser, quer dizer, eu acho que eu tenho bom gosto na maioria das vezes.
O fato é que eu preciso me sentir zen. Não sei se zen é a palavra certa. Talvez, quem sabe, eu precise me sentir desprendida, liberta em sentir o que eu quero sentir e só.
Olho para o lado e meu calendário tem uma porrada de flores amarelas / alaranjadas e uma frase do mês: “Sempre compaixão”.
É lógico que eu entendo da maneira que eu quiser, por exemplo, sempre com paixão.
E é esse o meu erro. Sempre com paixão que é igual a mergulhar de cabeça que é igual a ser intensa que é igual a se azarar no final.
Mas e daí que eu tô melancólica hoje? Melhor do que estar com cólica, caso eu venha a separar as palavras e entendê-las como eu bem entender.
Eu tô mesmo nesse clima e a única coisa que me deixaria feliz era ser essa pessoa da foto com um monte de flores e, agora percebi, coraçõezinhos atrás. Hoje eu dispensaria os corações e incluiria, quem sabe, um copo de água com sabão em uma das mãos e um canudinho pra assoprar bolinhas multicoloridas por aí na outra mão.
Ai, como eu queria que uma delas fosse parar...
Bom, quem sabe um outro dia.
Por enquanto eu vou fechar os meus olhos e sentir o cheiro e a presença das flores.
Escrito por Ana Paula Mathias às 17h57
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Acabo de descobrir que eu sou uma pessoa egoísta e egocêntrica. Ai, que horror! Abri um site do Terra e li: "Descobra quem você é pela forma como você dorme". Arghhhhh....!! Resultado: egoísta e egocêntrica. O lado bom: meu lema é "deixa a vida me levar..." BOA!
DE BARRIGA
Pessoa que odeia abrir mão de suas coisas e/ou pensamentos. De certa forma, chega a ser egoísta e egocêntrica, obrigando os outros a concordar com tudo que faz. Além disso, tende a ser precitada nas suas decisões. Despreocupada, deixa a vida rolar...
Escrito por Ana Paula Mathias às 11h38
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Poses
Foto bonita para um dia cinza como hoje.
Escrito por Ana Paula Mathias às 11h33
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Já foi!
Já foi. Partiu pra outra. Já foi pra descobrir amor em outra pessoa; já foi pra ver os olhos brilhar na madrugada; já foi pra sentir tudo de novo; já foi para experimentar outro beijo, outra pegada, outra mão; já foi pra repetir amesma conversa; já foi pra recomeçar; já foi pra dar outras risadas; já foi para ouvir outra voz; já foi para discar outro número; já foi para conhecer novas histórias.
Já foi. Já fui. Já fomos.
Agora, pra dormir gostoso e acordar bem amanhã, "Confesso" - Ana CArolina
"(Confesso acordei achando tudo indiferente / verdade acabei sentindo cada dia igual / quem sabe isso passa sendo eu tão inconstante / quem sabe o amor tenha chegado ao final / não vou dizer que tudo é banalidade / ainda há surpresas mas eu sempre quero mais / é mesmo exagero ou vaidade / eu não te dou sossego, eu não me deixo em paz / não vou pedir a porta aberta é como olhar pra trás / não vou mentir nem tudo que falei eu sou capaz / não vou roubar teu tempo eu já roubei demais / tanta coisa foi acumulando em nossa vida / eu fui sentindo falta de um vão pra me esconder / aos poucos fui ficando mesmo sem saída / perder o vazio é empobrecer / não vou querer ser o dono da verdade / também tenho saudade mas já são quatro e tal / talvez eu passe um tempo longe da cidade / quem sabe eu volte cedo ou não volte mais)"
Escrito por Ana Paula Mathias às 22h59
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