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Acima do Sol
O negócio é bem mais embaixo de qualquer coisa muito abaixo e não acima como diz o título. Acima de nada. É isso mesmo! Quero falar, botar a boca no mundo devido a uma porção de comportamentos que eu vejo por aí (vou aproveitar a TPM porque isso acontece 1 vez por mês).
Fazia muito tempo em que eu não ouvia a música "Acima do Sol" do Skank. Voltando da agência, fechei os vidros do meu carro e comecei a prestar atenção na letra da música e quer saber? Tem muita gente que reclama que tá sozinha, que não encontra uma mulher - ou homem - bacana, que dê para trocar uma idéia, inteligente, simpática, bonita... resumindo: que dê para ter (e manter) um relacionamento sério. Se colocar uma pilha nesse solitário - ou a solitária - o coitado não pára de reclamar de Deus e o mundo e vai além do que somos capazes de imaginar.
Mas sabe o que eu percebi? Que uma grande parcela dessa multidão que está sozinho, está assim porque quer. O pior: quer e não percebe que é isso mesmo que quer. E quando arruma alguém bacana para fazer companhia, não dá o mínimo valor. Ate machuca o outropor puro egoísmo de "vou passar um tempo com outra idiota". Sei lá, eu consigo até sentir essa coisa ruim só de falar.
Quer saber? Essa pessoa, este ser tem mais é que ficar a ver navios mesmo. Tem mais é que continuar na vidinha, que chamam de "sem graça", de propósito e por muito tempo.
Essa música é para você.

Assim ela já vai Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer Sim, eu sei que ela só vai Achar alguém pra vida inteira Como você não quis
Tão fácil perceber Que a sorte escolheu você E você cego nem nota
Quando tudo ainda é nada Quando o dia é madrugada Você gastou sua cota
Eu não posso te ajudar Esse caminho não há outro Que por você faça
Eu queria insistir Mas o caminho só existe Quando você passa
Quando muito ainda pouco Você quer infantil e louco Um sol acima do sol
Mas quando sempre é sempre nunca Quando ao lado ainda e muito mais longe Que qualquer lugar
Se a sorte lhe sorriu Porque não sorrir de volta Você nunca olha a sua volta
Não quero estar sendo mal Moralista ou banal Aqui está o que me afligia
Um dia ela já vai Achar o cara que lhe queira Como você não quis fazer Sim , eu sei que ela só vai Achar alguém pra vida inteira Como você não quis
Escrito por Ana Paula Mathias às 23h13
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Outdoor com raio laser.

É muito bom saber que ainda tem gente que sabe inovar. Essa também é a minha luta diária. Nessa coisa inusitada, a agência McCann Ericksson de Portugal (poish, poish...) criou um outdoor pra lá de criativo. E para demonstrar a nova embalagem longa-vida do azeite Oliveira da Serra, foi instalado projetores que simulam raios laser de um sistema de segurança. O título diz: O seu azeite nunca esteve tão protegido." (Your olive oil was never so protected.) Idéias assim valem
muito a pena olhar e ter como referência.
Escrito por Ana Paula Mathias às 21h39
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"Quem mexeu no meu texto?"
Autor: Gabriel Perissé
Buscar na Web "Gabriel Perissé"
Quando: 28/03/2006
No dia 28 de março comemoramos o Dia do Revisor.
Tal como o goleiro no futebol, o revisor, na editora, na agência ou no escritório, é aquele que evita o pior (o gol adversário, o erro de digitação, a escorregada gramatical, a incoerência que ninguém percebeu etc.). No entanto, é também o revisor quem mais sofre com as derrotas de um texto. Ele é o último homem (ou a última mulher) a ler o livro ou a peça antes da fase de impressão gráfica, quando não há retorno... Monteiro Lobato dizia que a tarefa do revisor era das mais ingratas. Que o erro ou a falha se escondiam durante o processo de confecção do livro para, depois de tudo pronto, aparecer na primeira página aberta, como um saci danado, pulando, debochando do revisor.
O revisor é um caçador de distrações. Uma de suas maiores alegrias (em que há uma pitada de vaidade) é encontrar deslizes do autor, perceber as gralhas que ninguém viu antes, corrigir detalhes que iam passar despercebidos.
O revisor revisa com amor. O revisor sai de manhã, caneta em punho, em busca de verbos mal conjugados e vírgulas fugitivas.
O revisor revisa com dor. O revisor chega em casa, à noite, com o coração cheio de parágrafos amputados e tópicos frasais remendados.
O revisor revisa com ardor. O revisor enfrenta moinhos de vento que de fato moem o vento de palavras que o vento não leva. Madrugadas insones, manhãs e tardes quentes, noites chuvosas, o revisor vai pulando as linhas e entrelinhas do texto em busca das ciladas armadas sabe Deus por quem. O revisor entrega o seu trabalho bem suado e abençoado. Recebe as moedas de prata que são, na verdade, moedas de ouro. Recolhe seus instrumentos de caça, enxuga o rosto, sorri. Sabendo que o autor poderá reclamar de suas intervenções, que poderá referir-se ao revisor, gritando: quem mexeu no meu texto?!
O mérito da frase perfeita é do autor. O crime do erro cometido será do revisor. O revisor, porém, não se considera um injustiçado. O revisor vitimista abandonou a profissão no primeiro dia. O verdadeiro revisor, como o goleiro no futebol, sabe que nasceu para ficar ali, na pior posição de todas, para agarrar centenas de bolas difíceis e, talvez, deixar passar a mais fácil de todas.
Oços do ofíssio.
Categoria: Citação
Escrito por Ana Paula Mathias às 17h50
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Começar por hoje... cheia de AXÉ

Foram várias tentativas de começar este blog. Várias! E só agora parece que o negócio vai engrenar. O pior é que, se eu contar, ninguém vai acreditar de onde veio a inspiração! Bom, eu vou contar: de uma fitinha cor de laranja do Senhor do Bonfim. Isso mesmo! Alguém que foi pra Salvador presenteou meu colega de trabalho que senta ao meu lado com o amuleto da sorte do povo baiano. Aí, eu fiquei olhando para aquela fita grudada com durex no monitor do seu computador e, de repente, eu pensei: “pô, eu poderia falar mais sobre coisas”.
Sei lá que tipo de coisas. Sei lá que coisas são essas. Mas eu estou a fim de encarar. Tem coisas que têm que acontecer de um jeito ou desse jeito...rs.
Ê axé! E é com essa força de Oxalá (vixiiii... ó a empolgação!) que eu pretendo começar e recomeçar cada dia da minha vida: vivendo das coisas boas, apreciando as coisas boas e tudo o mais que vier de bom. Sendo coisas, já falei, tá valendo.
Pra tudo tem que ter uma inspiração na vida. A minha foi essa.
Por isso, meu primeiro dia de blogueira, eu dedico às baianas, ao Axé, a Oxalá, à cocada branca (hummm... que delícia), ao Maculelê, ao Samba de Roda, à Yemanjá (vibrem azul, vibrem azul...), às conchas do mar das praias de Salvador, ao Olodum, ao Candomblé, ao azeite de dendê...
Você sabia?
A tradição oral preservada pela superstição incorpora-se à fitinha, que deixou de ser um simples marco da festa para adquirir o papel de simulacro de energia espiritual, amarrada no pulso, como uma pulseira atada por três nós, cada um ao ser dado recebe um pedido secreto, por isso, a fitinha deve permanecer atada ao pulso, até cair por si, sinal de que os pedidos serão realizados.
Escrito por Ana Paula Mathias às 17h04
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